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7 de setembro de 2012

Professores: uni-vos na jogatina!

Empreendendo todo o tempo livre do meu feriado de 7 de setembro em prol da busca de material lúdico, eis que encontro o preciosíssimo blog abaixo listado, com exatamente o que eu precisava:

....um jogo pedagógico pra trabalhar a pré-história e os hominídeos!

Talvez o sexto ano e eu possamos ser felizes juntos, afinal.

"A gente vai viver!" A PREGUIÇA, Sid. Era do Gelo.


Compartilho com prazer o endereço do blog do colega historiador, com o post do dia 11/mar/2012 contendo o jogo pedagógico em pdf para download e impressão:


Usem com sabedoria!

O conceito de WARM UP

Poder entender a dinâmica de aula de um curso de inglês me fez ver a preciosidade que é o WARM UP¹ na vida do professor. Um WARM UP bem pensado salva a aula.


Warm up: a diferença discente entre contar os minutos pro início das suas aulas e contar os minutos pro início do recreio.

Os warm ups das aulas de inglês são fartos.
Os warm ups pras aulas de História exigem um pouco mais de comprometimento, experiência nas redes sociais e noites em claro.

Dia desses dei uma aula de História em que o WARM UP consistia na seguinte frase:

"Por que a geladeira levou à descoberta da América?"

Ninguém ousou respirar até que eu terminasse de explicar.
Estavam pasmos. Estavam concentrados. Estavam interessados.
Os alunos piram num eletrodoméstico que contribui pra História.

Não sei como o Jornal Nacional não me descobre.

________________________________
¹ WARM UP - "Aquecimento". Conceito adaptado pra vida docente que indica uma atividade antes de começar a aula propriamente dita com o intuito de interessar ou descontrair os alunos. Usem-no com sabedoria.

28 de fevereiro de 2012

Segunda Guerra Mundial

Como eu deveria estar explicando...



Como eu realmente estou explicando...




Os alunos piram!

11 de junho de 2011

Tentando Coisas Novas: Enciclopédias.

Da onde se copiava os trabalhos no meu tempo de escola.


Buscando RADICALIZAR o ensino e levar os alunos ao EXTREMO de sua capacidade e resistência, fiz o que nenhum outro professor (que eu conheça) jamais ousou fazer: pedi para pesquisarem em enciclopédias.


Como agora acumulo as funções de "professora de história" e "tia da biblioteca", fiquei toda feliz quando os primeiros vieram pesquisar...até o momento em que eles REALMENTE quiseram pesquisar.


  
Da onde se copiam os trabalhos hoje.

Vi no olhar desses alunos o brilho da descoberta:

"Sora, onde estão as enciclopédias?"
"Ali em cima, enfileiradas na estante"
"Ah, quer dizer que ISSO é que é uma enciclopédia?"

Vi desabrochar o interesse pelo conhecimento:

"Sora, o que uma enciclopédia faz?"
"Ela é uma tentativa iluminista de reunir todo o conhecimento do universo"
"Tá, mas o que ela FAZ?"

Vi a aprendizagem de processos complexos:

"Sora, como se pesquisa numa enciclopédia?"
"Defina o que você quer e procure pela ordem alfabética"
"MAs COMO se procura por ordem alfabética?"

Vi momentos de profunda epifania acadêmica:

"Sora, olha aqui! A senhora não vai acreditar!"
"O que aconteceu?"
"Essa enciclopédia é uma CÓPIA da Wikipédia!"

...alguém me salve!

17 de fevereiro de 2011

Propostas de melhoria para a educação brasileira - II

Seguindo com a série de propostas, desta vez começamos a avaliar os problemas do outro lado da balança. Entramos em uma questão pontual dentro do corpo de professores de qualquer escola.

Que é pontual, mas é estrutural. Mas não é. Ou é...

2 - O PERFIL PSICOLÓGICO

Todo mundo - exceto os multimilionários, os ganhadores da mega-sena e os parentes de políticos - fez, ou vai fazer algum dia, uma entrevista de emprego. Aliás, algumas várias entrevistas de emprego. E em todas elas, vai ouvir falar sobre o tal do perfil. Não há nenhuma empresa que se preste que não procure o tipo certo de profissional para cada função.


Entretanto, na escola isso não acontece (e eu falava sobre empresas que prestam). O professor é contratado e atirado na primeira turma que surge uma vaga. O resultado? professores jovens e descolados dão aula pra 5ª série, velhos ranzinzas e disciplinadores estão no 3º ano e os mais depressivos são jogados na 7ª.

Se cada escola fizesse um perfil psicológico de cada professor, poderiam colocar o profissional adequado em cada tipo de turma. Com isso, não apenas o ensino melhora como o próprio sentimento dos professores também, uma vez que o seu estilo vai se encaixar perfeitamente com a turma - adeus aos velhos conflitos onde um não entende o outro. A partir da necessidade da turma, se escolhe o profissional adequado.

Até os mais ortodoxos encontrariam seu nicho.

3 de fevereiro de 2011

Propostas de melhoria para a educação brasileira - I

Discutindo com colegas de curso e de profissão, falávamos sobre as necessidades de melhoras nas instituições educacionais brasileiras. Era mais uma de tantas longas noites de estudo na faculdade.

Onde as mentes mais brilhantes têm as melhores ideias.

Ao final, resumi minha opinião em três propostas. Todos os colegas aos quais as apresentei concordaram com cada uma delas. Separei cada proposta em um artigo, que serão publicandos ao longo do mês.

1 - O FIM DA 5ª SÉRIE

Pergunte para qualquer professor quais a turmas mais difíceis de se ensinar. 15 em cada 10 respostas será "a 5ª série" (metade irá citar DUAS turmas do mesmo ano). A explicação é simples: dentro do processo de desenvolvimento humano, a idade correspondente à 5ª (entre 10 e 12 anos) é justamente a mais complicada dentro da relação adulto x criança. Há um constante choque entre docentes e discentes, coisa que ocorre com muito menos frequência na 4ª e na 6ª.

Então, porquê não dar um ano de férias para a criançada? Deixe que brinquem, que se sujem, que joguem bola ou videogame. Mas não pensem que quero apenas "me livrar" das crianças. Pelo contrário. Minha tese também engloba o outro lado da questão: como os alunos se beneficiam com esse ano tão polêmico? É muito mais produtivo que elas gastem toda a energia em brincadeiras saudáveis, que com certeza irão contribuir muito mais com seu desenvolvimento como cidadãos honrados.


Eu não tenho nenhuma recordação de quando fiz a 5ª série, exceto de ter sido transferido de uma das melhores escolas da cidade para uma das piores. De fato, tenho absoluta certeza que não aprendi absolutamente nada durante o ano letivo. Em compensação, lembro vivamente do que vivi no ano seguinte, e mais ainda da 4ª série. Até porquê foi o ano em que ganhei minha primeira camisa de futebol.

Estudei na 4ª série em mil novecentos e Nildo.

A 5ª série é um buraco negro dentro do sistema educacional.

20 de janeiro de 2011

Notícia: Inovações Tecnológicas

Finalmente podemos ver que a tecnologia está a favor da sanidade mental do professor.

"Certo" - diriam vocês - "mas o robozinho está ajudando o aluno doente, e não a professora".

No entanto, a única coisa em que consigo pensar é que, nas escolas públicas com turmas de 50 alunos, seria uma dádiva ter vários robozinhos desses.

Como tenho fé na educação brasileira, creio que em cerca de 150 anos teremos essa tecnologia aqui.
Eu até abriria mão do meu adicional de periculosidade se as aulas fossem todas à distância.

Leia a notícia, vinculada do site Globo.com no dia 20 de janeiro de 2011:

Estudante doente em casa é substituído por robô em sala de aula

Por meio de uma tela, o aluno se comunica com o professor

O estudante de uma escola em Moscou, na Rússia, Stepan Sopin, de 12 anos, ainda está se recuperando da leucemia e, por isso, não pode estar presente em sala de aula. Para que ele não perca o ano, um robô de plástico o está substituindo.

Por meio de uma tela instalada no robô, Stepan consegue assistir às aulas e aprender as lições no conforto de sua casa. O robô transmite tudo em tempo real, e Stepan recebe as imagens em seu computador, por onde ele controla os movimentos do robô. E, por meio da tela alojada no androide, Stepan consegue interagir com a professora e os colegas.

Professores doentes também podem usar o recurso? Hum....idéias...





Para ler a notícia no site, clique aqui.

10 de dezembro de 2010

Descanso mental, tédio, replanejamento.

A gente só percebe o quanto tempo passa planejando uma aula por dia quando, subitamente, não precisa planejar mais nenhuma aula por dia.

Nesses últimas dias em que entrei de férias (eba!) dos alunos e já concluí a arrumação da biblioteca, vinha notando um fenômeno estranho. Eu chegava em casa, no mesmo horário de sempre, mas agora conseguia responder emails e jogar joguinhos online. Alguma coisa estava errada.

Dei-me conta de que o meu tempo de planejamento de aulas diário era tão grande que agora que não preciso mais planejá-las, não sei o que fazer com o tempo. Comecei a sentir tédio.

Representação imagética do tédio

Por um lado, não dá pra reclamar. Terminei de ler o livro que tinha começado há dois meses, e estou tendo um belo descanso mental.

Por outro lado, tive que me encher de terapias ocupacionais, porque não sei mais o que fazer se não estiver dando aula.

Até o Natal, eu certamente já terei organizado todos os planos de aula pro ano que vem, os capítulos de livros que vou usar, os filmes que vou passar, os trabalhos que vou pedir e os passeios que pretendo fazer. E dou a dica: você, professor, que deixa pra pensar em tudo isso só em fevereiro, adiante-se! Um bom planejamento faz com que seus alunos não saiam da escola sem saber o que foi a Ditadura ou a fórmula de báskara, só porque não deu tempo.

Não adianta trapacear. Nenhum aluno jamais estudará o conteúdo do último capítulo do livro.

A minha fórmula pra um planejamento bem regulado e bem tranquilo (e tem funcionado) é a seguinte:

  • Divida o ano em três trimestres, cada trimestre em 3 meses (dã!) e cada um desses meses em aprox. 10 semanas.
  • Planeje a aula POR SEMANA, porque é mais prático. Assim não precisa se planejar a aula por dia, detalhadamente, e nem se planeja por mês, não sabendo o que vai dar em cada um dos dias.
  • Nesse ano, tive a sorte dos meus períodos serem sempre juntos. Ou seja, tinha 2 períodos juntos de história ou geografia com a mesma turma. Portanto, o que eu havia planejado para aquela semana, deveria ser cumprido nos dois períodos que eu tinha naquele dia.
  • Separe, por semana, qual a matéria que você deve dar, quais as páginas do livro didático que servirão de apoio e qual será o possível trabalho ou tema de casa (uma redação, um filme, uma pesquisa)
  • Caso os meus períodos com cada turma fossem separados (p.e., aula de história para a 6ª série na segunda e na quarta), o planejamento da semana deveria ser cumprido dentro desses dois períodos "espalhados".
  • Deixe sempre uma "semana" para revisão e avaliação. Já sei, por experiência própria, que não é bom dar matéria antes ou depois de qualquer prova. O dia de prova tem que ser só o dia de prova e deu. O aluno não se concentra em nada além disso.

Pode parecer muito trabalho dividir as coisas assim, mas pra quem não tem tempo, é um planejamento valiosíssimo. Em pelo menos duas turmas eu concluí a matéria muito antes do tempo previsto, pelo menos umas 3 semanas antes das avaliações finais. Em outras, cumpri no tempo exato. Em algumas poucas o planejamento ficou muito atrasado, mas coincidiu justamente com os feriadões e copa do mundo, e isso atrasou muito as aulas.

Quando a gente não tem tempo pra nada, é um alívio chegar em casa e ler no planejamento que no outro dia a matéria é só da p.180 até a 182. Você lê as duas páginas, pesquisa só sobre esse assunto e a coisa anda muito mais rápido do que pesquisar o assunto na íntegra.

Abaixo, um exemplo de planejamento.
São as semanas de aula do 9ºano, no segundo trimestre.




Graças ao bom Deus que pra 2011 o planejamento anual fica exatamente igual e o livro usado será exatamente o mesmo. Ou seja, o planejamento será o mesmo, não preciso mexer nem na numeração das páginas do livro, mas com alguns incrementos.

Se alguém quiser uma cópia da tabela que eu uso pro planejamento, é só deixar um comentário, nessa postagem, com nome e email, que eu mando em anexo.

4 de dezembro de 2010

Tentando coisas novas: Filme HOTEL RUANDA



Todos sabem que sou adepta dos filmes em prol da educação, mas nem sempre eles são realmente interessantes pra se passar em uma sala de aula. Apesar dos meus alunos gostarem bastante de filmes de guerra e ação, não são meus tipos preferidos, prefiro aqueles que o enredo tem uma certa fidelidade histórica ou toques de humor.

Filmes feitos na década de 70, por mais que sejam coloridos, não costumam chamar a minha atenção*, a menos que sua mensagem seja realmente única.

Tirei a sorte grande ao descobrir o filme Hotel Ruanda. Ele não se concentra na parte econômica (assim como o filme Diamantes de Sangue que, confesso, não gostei muito) e nem trata de escravidão (no estilo Amistad), o que é relativamente raro de se ver em filmes que tratam especificamente sobre a África.

Hotel Ruanda fala sobre a guerra civil africana, entre o povo tutsi e o povo hutu, mas apesar de situar-se na África, não aparecem só cenas de miséria. É um filme muito atual, muito moderno, e eu recomendo aos professores que tratarão sobre a realidade (atual) africana. Sugiro, apenas, que siga a recomendação em relação à idade, que eu creio ser para maiores de 14 anos.

Um dos poucos filmes de conflito que me deixou bastante encantada e tem um quê de "A Lista de Schindler".


* Com exceção dos filmes do grupo Monty Phyton, que são e sempre serão atemporais e engraçados demais!

28 de novembro de 2010

Técnicas pedagógicas avançadas: Memes de internet.

É inegável que nós, como professores, temos que estar atualizados. Enquanto os mais antigos diziam que devíamos "ler jornal", com o avanço da informática mais e mais pessoas têm acesso às maravilhas do mundo digital, como ver os vídeos dos gols da rodada e acessar pornografia de graça.

É claro que a massificação da Internet teve um custo. Hoje em dia pessoas que mal conseguem escrever com papel e lápis cometem atrocidades com o teclado.


O maior responsável pela ruína do Orkut.


Frases estranhas e sem nexo se tornam bordões da noite para o dia. Usar esses memes em sala de aula é um risco que geralmente dá um bom retorno. O problema é quando, apesar da inclusão digital, dos PCs Positivo, e do crediário em 48x das Casas Bahia, o professor está "atualizado demais" em relação aos alunos.

Em uma aula para o Ensino Médio (justamente a parcela demográfica que raciocina em megabytes), resolvi pegar emprestada uma frase de um vídeo que, pensava eu, era bastante conhecido:


Melhor banda do país, de acordo com a MTV

Os alunos riram compulsivamente, e a continuidade da aula estava a salvo. Porém, o viado que inventou a ironia esqueceu de criar uma forma da outra pessoa saber com 100% de certeza o que se passa. Resultado, acabei levando o crédito pela frase, e até hoje alguns alunos me olham e dizem "e aí 'sor', puta falta de sacanagem hein?!"...

É... puta falta de sacanagem.

23 de novembro de 2010

Tentando coisas novas: Filme OSAMA

Tenho uma grande predileção por ilustrar as minhas aulas com filmes. Espero adquirir um número bom de filmes que tenham a ver com a minha matéria (com excessão dos filmes de segunda guerra, que eu já tenho demais) e usá-los na finalização de cada conteúdo. Aliás, vou reformular o meu planejamento anual e semanal das aulas pra que os conteúdos sejam mais sucintos, precisos e pra que sobre mais espaço para os filmes. Abaixo, a minha dica de filme com a sinopse para quem estuda o Oriente Médio em História ou Geografia:




Mãe oprimida pelo regime Talibã no Afeganistão sofre com a morte dos homens da família, não tendo como sustentar a casa (só os homens podiam trabalhar). Ela muda a aparência de sua filha para que ela se pareça com um garoto. A garota, agora sob nome de Osama, acaba sendo recrutada pelo Talibã para lutar. O filme mostra a realidade de muitas famílias e a crueldade do regime Talibã.

9 de novembro de 2010

Feira de Ciências 2010: vulcões de argila.



Feira de ciências é um momento único na vida...do professor. Os alunos tendem a não dar a devida importância ao evento da feira pois a possibilidade de ficar dois períodos vagando pelo pátio ofusca qualquer aquisição de conhecimento de forma espontânea.

Hoje, numa manhã de terça-feira ensolarada (e neste momento chove até acabar o mundo, eis o clima do RS) com 45ºC à sombra, às 10h30min da manhã, aconteceu a abertura da feira. Os alunos mais animados foram aqueles que, a princípio, não iriam participar. Os que precisavam de nota sequer compareceram à aula, mas apareceram muitos trabalhos interessantes.

No total (se bem me lembro, porque eu não me prendo a detalhes) foram 10 apresentações. Dessas dez, 6 foram com o conteúdo de geografia. Dessas 6, cinco eram vulcões de argila. Desses cinco vulcões, quatro misturaram bicarbonato de sódio e vinagre e fizeram os vulcões entram em "erupção".  Desses quatro, só um grupo soube me explicar como se forma um vulcão e como entram em erupção. (Justamente aquele grupo que estudou sobre placas tectônicas e vulcões esse ano)

Momento humor negro: o sexto grupo do vulcão (composto por dois alunos do 8º ano) veio atrás de mim desesperado. Queriam montar uma experiência pra ganhar nota mas não tinham nenhuma idéia e nenhum material, e a experiência que eles iriam fazer na feira não deu certo porque eles perderam o prazo de inscrição. Morrendo de pena, e estando ciente (achava eu, até o momento) de todos os trabalhos que seriam apresentados, disse-lhes: olha, eu tenho isopor, argila e vinagre. Só falta o bicarbonato. Por que vocês não fazem um vulcão? Acho que ninguém vai fazer!

Estou seriamente pensando em batizar essa feira como a "feira dos vulcões". Se não os alunos, pelo menos os funcionários da escola nunca esquecerão o evento. O cheiro de vinagre impregnado no chão do pátio graças a todas as explosões misturado com o calor infernal daquela hora da manhã ajudaram o evento a tornar-se memorável.

Um pequeno destaque para os trabalhos da quinta-série, muito bem feitos e com alunos muito aplicados em confecioná-los e explicá-los.

Um grande destaque para dois alunos meus: o grupo "do vulcão ganhador", que soube explicar belissimamente a teoria sobre vulcões (e que por acaso estudaram isso comigo no segundo trimestre, quando construí um vulcão com eles) e o aluno que apresentou simultaneamente um trabalho sobre tsunamis, tornados e terremotos, com direito a mini-reprodução de todos esses acontecimentos com pequenas experiências (e que por acaso estudou isso comigo no segundo trimestre, mas não realizei nenhuma experiência).

Ai, que coisa. Pelo menos sobrevivi.

8 de novembro de 2010

Video: História dos EUA

Pra aqueles que gostam da História contada de maneira não-tradicional:



Clique aqui e assista a versão de 3 minutos no Youtube com uma breve descrição da história dos Estados Unidos da América, extraido do filme "Tiros em Columbine" de Michael Moore.

3 de novembro de 2010

Tentando coisas novas: argila.



Atire (em mim) a primeira pedra o professor que nunca pensou que trabalhar com argila seria um sucesso.

A variedade de materiais escolares disponíveis para se trabalhar com os educandos muitas vezes causa uma falsa ilusão de diversão e sucesso. É tudo mentira.

A argila, por exemplo, pode ser comparada ao entorpecente ilegal: você fica afoito pra comprar, é extremamente difícil de conseguir em grandes quantidades, pensa que a aventura vai ser psicodélica e os resultados são um "barato" de cinco minutos com os alunos e roupas completamente sujas.

No meu caso, a argila é aquele sapato bonito dentro do armário: você olha e pensa "que lindo esse sapato, por que parei de usá-lo?". Calça-o e vai trabalhar. No meio da tarde, descobre: o mindinho esquerdo está irremediavelmente esmagado. É essa a minha impressão com a argila. Eu planejo, compro, levo e quando chego lá eu me lembro: "ahhhh, é POR ISSO que eu não trabalhava mais com argila..."

Pena que o esclarecimento mental vem tarde demais.

Estava eu lá hoje, dando aula, esperando o momento derradeiro de usar a argila. Quando vejo o rostinho dos alunos observando suas classes forradas com jornais lembro-me do pior. Mas agora é tarde. Eles já sabem. Só há duas alternativas: encarar a tarefa com a dignidade de um guerreiro espartano ou sair correndo enlouquecidamente para salvar a sua vida. Pois bem, a monitora chaveou o portão, me impedindo de escolher a opção mais covarde. Enfrentei, portanto.

Dessa vez, eles quase conseguiram me enganar.

Cada um deles ficou lá, nos DOIS (repito: dois) primeiros minutos apenas amassando a argila e pensando em como realizar a tarefa. Pensei: bom, dessa vez não será tão ruim.

O professor, quando planeja, sempre acha que vale a pena.
"Se eu forrar com bastante papel eles não se sujam".
"É só a gente fazer a atividade lá fora que não dá  bagunça"

Poucos minutos depois um coral de "professora! professora!", barulhos de jornal rasgando, aluno esculpindo estátuas gregas com TODOS os seus atributos masculinos em tamanhos desproporcionais, "alguém tem tesoura pra me emprestar?", "não, meeeeeu" e, sem aviso, PLAFT. Argila na parede. "Eu só queria ver se grudava, sora!". Argila nos pés, nas mãos, nas classes, no chão: e todos os lugares onde não se poderia considerar uma obra de arte, lá estava a argila.

Ledo engano o meu, achar que meus alunos poderiam confeccionar algo que lembrasse a cultura grega. É incrível ver como um pedaço de barro moldável pode fazer com que as crianças esqueçam-se de seus atributos angelicais para assumirem o seu lado de animais irracionais histéricos. E eles têm 11 anos! Quase chorei.

Pelo menos posso afirmar, com certeza, que -se não psicologicamente - pelo menos fisicamente saí ilesa da experiência: minha calça jeans de lavagem claríssima e minha blusa ficaram intactas.

Murphy perdeu o momento de me sacanear.
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Caneta e papel para anotar a atividade que PODE dar certo um dia:
  • Confeccione cartazes com folha A4 que representem vários aspectos da cultura grega (teatro, olimpíadas, mitologia, cidades-estado, etc)
  • Espalhe os cartazes pelas paredes da sala e ponha classes perto deles, para que os alunos possam trabalhar voltados para as imagens e os textos.
  • Depois de forrar generosamente as classes com jornal ou revistas, distribua uma "peça" de argila para cada um e peça que confeccionem algum objeto que lembre ou que represente o assunto do cartaz escolhido
  • Ponha a argila pra secar no sol (atenção: se o dia amanhecer chuvoso é um sinal que o deus Piaget te dá para avisá-lo que esse dia não é propício para os trabalhos manuais)
Mais tarde eu ponho as fotos das "esculturas gregas" que os meus alunos moldaram.

1 de novembro de 2010

Tentando coisas novas: Os Simpsons e A Revolução dos Bichos

Personagens princpais de Os Simpsons: Homer, Bart, Maggie, Lisa e Marge Simpson

Alguns dos personagens mais conhecidos da série Os Simpsons

Ainda sobre o assunto socialismo/capitalismo, descobri que é extremamente difícil tentar explicar como funcionaria citando como exemplos Lênin, Trotsky ou Mao Tse Tung.

Uma alternativa que funcionou pra mim no módulo "explicação da matéria" foi usar todos os habitantes da cidade de Springfield, do seriado Os Simpsons (não estou ganhando nada da FOX pra fazer propaganda, que pena):


Sr. Burns: é a personificação do capitalismo, pão-duro, extremamente exigente com os empregados e paga baixos salários, além de ocasionalmente promover demissões em massa. Extremamente egoísta e quando usa o dinheiro é em proveito próprio. Não precisa vender a sua força de trabalho para conseguir os lucros.

Sr. Smithers: assistente do sr. Burns, trabalha por um salário. Apesar de não estar inserido no topo do sistema capitalista, não faz nada que prejudique o seu chefe.

Homer Simpson: trabalhador assalariado da usina nuclear da qual o sr. Burns é proprietário. Vende sua força de trabalho para sustentar a família e ocasionalmente desenvolve idéias mirabolantes para tentar ganhar dinheiro fácil.

Marge Simpson: esposa, mãe e dona-de-casa. Administra as posses da família mas está presa aos papéis impostos às mulheres de antigamente.

Lisa e Bart Simpson: são os filhos do casal protagonista. A escola onde estudam demonstram a alienação que o sistema capitalista exerce sobre a educação. Quando menos jovens formados e quanto pior a qualidade de ensino, maior a mão-de-obra barata disponível no mercado de trabalho. Lisa, que no seriado é apresentada como uma menina superdotada, sente-se deslocada em relação aos seus colegas.

Vovô Simpson: aposentado e morador de um asilo, visitado raramente pelos familiares e apenas por interesse. A caracterização do seu personagem nos faz pensar em como o sistema capitalista descarta as pessoas que já não considera mais "aptas" ao mercado de trabalho.

Krusty, o Palhaço: representa todos os famosos que estão na mídia, sendo um exemplo pra jovens e crianças mesmo com uma vida desonesta e cheia de vícios. O seu dinheiro vem das propagandas que faz, dos programas que apresenta e dos produtos que tenta vender com sua marca.

Comichão e Coçadinha: desenho preferido de Bart e Lisa, mostra a banalização da violência. Em todos os episódios o gato é maltratado pelo rato com extrema violência, cauterizando a mente das crianças que os assistem.

Apu: é o imigrante do seriado, dono de um mercadinho. Nos episódios em que foi o personagem principal, apareciam as questões sobre os imigrantes ilegais e os trabalhos mal-remunerados a que são sujeitos.


Enfim, são muitas as relações.
O desenho inteiro dos Simpsons é cheio de analogias.
Pra mim foi ótimo, pois os meus alunos realmente entenderam como pode funcionar o sistema capitalista, uma vez que todos eles assistiam o desenho. Depois de alguns minutos de discussão, eles mesmos lembravam de personagens e do que eles poderiam representar.


Quanto ao sistema socialista, recomendei a leitura do livro do George Orwell, A Revolução dos Bichos, que mostra passo-a-passo o "como fazer" uma revolução socialista. Os bichos da trama representam simbolicamente os peronsagens importantes da história socialista na Rússia como Lênin. A história é muito sutil e bastante divertida de ler. O título original é "Animal Farm". Consegui achá-lo disponível na íntegra no formato pdf na internet.

Capa do livro "A Revolução dos Bichos"

Tentando coisas novas: Roller Coaster Tycoon

(Capa do jogo. Já vi sendo vendido nessas revistinhas com cd, por R$ 9,90)
(Imagem de um parque construído com o jogo, versão antiga).

Pedir pra um aluno fazer um trabalho em casa que exija uma pesquisa muito longa é obrigá-lo a recorrer ao Google à Wikipédia (e mesmo assim, graças a Deus pelos dois existirem).


Gosto de usar filmes e jogos, e recomendá-los, quando possível, aos alunos para que aprofundem ou fixem o conteúdo que estamos estudando. A inovação da semana foi indicar o Roller Coaster Tycoon como trabalho para entregar.

Nas aulas de geografia, temos estudado os sistemas capitalista e socialista, e o jogo Roller Coaster (além do seriado Simpsons, ver no post acima) ajuda a ilustrar muito bem como funciona o sistema capitalista. No jogo, os alunos precisam criar um parque de diversões e torná-lo próspero e bem-visto. Para isso, devem-se valer de algumas prerrogativas do sistema capitalista (pagar salários baixos aos funcionários do parque para aumentar os lucros, controlar a qualidade e o preço dos produtos e souvenirs vendidos, investir em painés e propagandas e usar as previsões do tempo e o sistema de empréstimo financeiro a seu favor).

Meus alunos vão jogar Roller Coaster por 3 meses "virtuais" (que deve ser alcançável com talvez um pouco mais de 2h de jogo seguidas em apenas um dia) e me entregar um relatório sobre todas as práticas que eles usaram para serem bem-sucedidos no jogo. Com isso, eles podem perceber o que o sistema capitalista na vida real pode fazer e como pode afetá-los, sabendo que as mesmas medidas que eles usaram no jogo podem ser usadas também contra eles na vida real.

É um joguinho bem simples, que não exige muito espaço no PC, não tem grandes gráficos e as cores chegam a ser meio limitadas, mas já saíram versões bem melhores. Recomendo.

Meus alunos saíram dizendo por aí que era o primeiro trabalho que eles estavam realmente ansiosos para fazer.

Assim espero.

30 de outubro de 2010

Tentando coisas novas: mapa em alto relevo.




Um dos meus maiores traumas da minha vida escolar é ter tido a melhor professora de geografia de todos os tempos e nunca ter aprendido geografia.

(O que me faz pensar em como os sistemas avaliativos são falhos pra caramba)

Hoje, me pego fazendo faculdade de história e lecionando geografia também, por falta de opção e necessidade dos alunos. O mais incrível é que, quando se trata de geografia, eu raramente tenho problemas com notas ou compreensão dos temas, e encontro alunos bem participativos. Quando é história, rola até recuperações extras. Acho que não estou sabendo vender o meu peixe. Enfim.

Para diminuir a minha culpa em lecionar geografia sabendo ler minimamente um mapa, resolvi inovar e dar aos meus alunos uma experiência bem diferente das que eu tive. A idéia era construir um mapa em alto relevo da região Nordeste e poder usá-lo como "consulta" no dia da prova.

A secretária me ajudou grandemente ao ajeitar os isopores pra mim.
A monitora me ajudou colando os pedacinhos do mapa no isopor.
A diretora gostou da idéia.
A coordenadora achou que era criativa.
Os colegas professores exclamavam "Nossa! Eu nunca tive isso quando era criança, eles vão adorar!"
Eu estava ficando super feliz, porque era uma chance de ver tudo o que se estudou realmente tomar forma.

Os únicos que não gostaram nem um pouco foram os alunos. Reclamaram, fizeram de má vontade, xingavam-se mutuamente e, no fim, até faltou material.

Apesar de eles terem realmente compreendido a dinâmica da região Norte graças as explicações, revisões e até um mini-quiz, o mapa em relevo está até agora inacabado e jaz na "salinha dos materiais" da escola.

Vida de professor tem altos e baixos.
_____________________________

Pra você que quer a receita do mapa, aqui vai (quem sabe os seus alunos vão gostar):
  • Compre uma peça grande de isopor e imprima o mapa que você deseja reproduzir num tamanho equivalente ao do isopor (talvez seja necessário imprimí-lo em partes e montá-los no isopor).
  • Fixe o mapa no isopor (com cola E dupla face) pois os alunos contruirão em cima dele.
  • Tenha disponível várias peças de argila (para fazer o relevo tal qual está no mapa), erva mate (para fazer a vegetação, depois do relevo pronto) e lã azul (para reproduzir os rios mais importantes, pelo menos).
  • Faça uma escala para o seu mapa (no meu mapa, todas as regiões com 800 m deveriam ficar com 8 cm de argila, 200 m com 2 cm de argila e assim por diante).
  • Avalie não só a confecção do mapa, mas a colaboração, o desenvolvimento da tarefa em grupo e a possível descoberta de novas habilidades.
  • Quando pronto, deixe secar o mapa e a argila no sol, para que não resseque e quebre, caindo do isopor.

29 de outubro de 2010

Tentando coisas novas: Quiz



"Nesse mundo nada se cria, tudo se copia do Google"

Enfrentando dia após dia de batalhas épicas pela educação, lembrei-de de um recurso divertido que poderia funcionar com os meus alunos, de uma série específica. Até o momento, foi a única série com a qual eu tive problemas pra trabalhar, porque cada turma tem um jeito, um ritmo, uma levada, e a deles eu estava a um caminhão de distância de descobrir.

Trouxe, direto das profundezas do meu ensino médio (cursado há anos atrás) o QUIZ!

O QUIZ - que era batizado pelo meu professor, em suas aulas, de "Show do Tostão" - é a versão sem patrocínio do antiguíssimo "Show do Milhão". Sim, aquele mesmo, do Sílvio Santos. Como eu não pretendo pagar direitos autorais pro homem da Tele-Sena, mudei o nome e copiei o formato descaradamente, assim como meu professor já o fizera anos antes.

O QUIZ, até agora, deu certo. E se tornou uma ferramenta curinga na hora de avaliar os alunos. Sou totalmente contra a memorização de conteúdos, datas e nomes (eu mesma nunca fiz isso) e prefiro a compreensão dos processos e dos acontecimentos. Mas o sistema de avaliação do QUIZ pode ajudá-los a perceber seus alunos.

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Então, caneta e papel na mão. Vamos à receita do QUIZ!
  • Uma turma de alunos divididos em duplas
  • Separação dos conteúdos da matéria: um pouquinho do conteúdo para cada dupla
  • Cada dupla tem a obrigação de entregar 10 perguntas, todas formuladas com três alternativas de resposta e, dentre elas, a resposta certa (pra garantir a veracidade do jogo, obviamente)
  • Terminadas as questões, todas são entregues e passam pela avaliação do professor, que separará as que se poderá usar durante o jogo e pontuará os alunos pela criatividade e desenvolvimento da questão.
  • Recomendo que os alunos tenham o período de pelo menos uma semana para estudar o conteúdo por conta própria (é o tempo que eu tenho entre uma aula e outra com eles), onde eles poderão assimilar algumas coisas sozinhos e onde certamente aparecerão dúvidas antes do jogo.
  • Para o início efetivo do jogo (que pra mim é geralmente uma semana depois), separa-se a turma em dois "times". Escreve-se no quadro as ajudas que os times terão (pular a pergunta, perguntar aos colegas, consultar o livro)
  • Começa o jogo com uma disputa de par ou ímpar e o time ganhador começa respondendo.
  • Cada pergunta certa garante ao time um ponto, cada pergunta errada faz passar a vez para o outro time
  • Regras, limites de tempo e demais considerações ficam à cargo do professor e das necessidades dos alunos.
Pra mim, o QUIZ é uma arma quando preciso vencer muito conteúdo em pouco tempo, em função de conselhos de classe, copa do mundo ou feriadões de última hora.  Com ele, consigo avaliar como anda a leitura do aluno, a compreensão de textos e conceitos e a própria autonomia dele como estudante (aquela coisa do "aprender a aprender" que toda a palestra sobre educação prega).

O QUIZ é minha dica pra você, professor.
Use-o com moderação.

Tentando coisas novas: caça ao tesouro e confecção de livro




Uma das coisas que nos desestruturam psicologicamente, enquanto professor, é justamente o ato de dar aula.

Um "brainstorm" (popularmente traduzido como "tempestade de idéias" ou, como diria um amigo, "toró de pensamento") se arma em sua cabeça. Tudo passa pelo mais alto critério antes de ser posto em prática:

  1. Eles vão gostar?
  2. Eu vou gostar?
  3. Vai ser produtivo e ensiná-los alguma coisa?
  4. Existe a possibilidade de ter que chamar o plano de saúde conveniado da escola?
Depois, é tarde demais: você planejou a aula, sabe a teoria, revisou os detalhes. Na sua cabeça é mais do que impossível dar errado.

Mas dá.

Estava eu pensando no que iria fazer com uma das minhas turmas para tirá-los da sala de aula e movimentá-los pela escola, dar mais ação ao conteúdo. Decidi-me por um caça ao tesouro que culminaria na produção de um livro, a ser disponibilizado para o uso na biblioteca.

Na hora de executar, surpresa!

"Sora, ele pegou o meu estojo!"
"Sora, não acho o envelopinho, já procurei em TODOS os lugares!"
(diz o jovem, tendo olhado apenas em baixo do seu banco)
"Me dá aqui esse livro, ME DÁ AQUI ESSE LIVRO!"

E quando vejo..."ops! acho que rasgou".
Sem olhar, eu torço mentalmente para que a interjeição refira-se ao livro que estão confeccionando, e não à calça de um dos alunos.

Tudo bem. A idéia era boa.
Quem sabe no ano que vem?
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Para os que têm infinita esperança, cedo a minha quase aula:

  • Pegue o conteúdo e reuna-o no word, deixando uma imagem e um pequeno texto para cada "parte" do seu livro.
  • Separe as imagens e os textos em envelopes e distribua-os pela escola em lugares de difícil (mas não perigoso) acesso: isso garante que eles percam boa parte da energia procurando os envelopes.
  • Deixe à disposição folhas de ofício para que os que finalmente encontrarem o seu envelope possa começar a associar imagens e textos e colá-los de acordo com a ordem correta nas folhas.
  • Depois que os alunos colaram (e se possível, durante o processo, pra evitar dores de cabeça), revise todas as páginas para garantir que todas as associações foram feitas corretamente, guarde as folhas e mande encaderná-las.
  • Disponibilize o livro na biblioteca da escola e quando um aluno estiver com dúvidas sobre o assunto, peça-o para procurar a solução nas páginas do livro que ele mesmo ajudou a fazer.

Desconstrua. Cause um desequilíbrio. Desacomode seu aluno.

Deixe Piaget orgulhoso.