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7 de setembro de 2012

Professores: uni-vos na jogatina!

Empreendendo todo o tempo livre do meu feriado de 7 de setembro em prol da busca de material lúdico, eis que encontro o preciosíssimo blog abaixo listado, com exatamente o que eu precisava:

....um jogo pedagógico pra trabalhar a pré-história e os hominídeos!

Talvez o sexto ano e eu possamos ser felizes juntos, afinal.

"A gente vai viver!" A PREGUIÇA, Sid. Era do Gelo.


Compartilho com prazer o endereço do blog do colega historiador, com o post do dia 11/mar/2012 contendo o jogo pedagógico em pdf para download e impressão:


Usem com sabedoria!

O conceito de WARM UP

Poder entender a dinâmica de aula de um curso de inglês me fez ver a preciosidade que é o WARM UP¹ na vida do professor. Um WARM UP bem pensado salva a aula.


Warm up: a diferença discente entre contar os minutos pro início das suas aulas e contar os minutos pro início do recreio.

Os warm ups das aulas de inglês são fartos.
Os warm ups pras aulas de História exigem um pouco mais de comprometimento, experiência nas redes sociais e noites em claro.

Dia desses dei uma aula de História em que o WARM UP consistia na seguinte frase:

"Por que a geladeira levou à descoberta da América?"

Ninguém ousou respirar até que eu terminasse de explicar.
Estavam pasmos. Estavam concentrados. Estavam interessados.
Os alunos piram num eletrodoméstico que contribui pra História.

Não sei como o Jornal Nacional não me descobre.

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¹ WARM UP - "Aquecimento". Conceito adaptado pra vida docente que indica uma atividade antes de começar a aula propriamente dita com o intuito de interessar ou descontrair os alunos. Usem-no com sabedoria.

Materiais lúdicos: onde estão vocês?!

Desde que me embrenhei pelos caminhos tortuosos da História e da Psicopedagogia me dei conta de que não existe material lúdico o suficiente pra minha área.

O que significa que crianças que ainda se encontram no estado cognitivo operatório concreto (PIAGET) poderão ter dificuldades em entender teorias e conceitos abstratos. O problema é que, dentro da História, muitos conceitos são abstratos, exigindo que o aluno já tenha adentrado pelo menos em parte o estado cognitivo operatório formal.

A prática docente e o desespero andam sempre juntos desde os primórdios.

É no dia de prova que o professor descobre que aquele um mês e meio de conteúdo trabalhado não surtiu efeito. Uma turma inteira de recuperação, para desespero da classe (docente).

O que fazer?

Chorar?
Gritar enlouquecidamente?
Correr pras montanhas como se não houvesse amanhã?

Não, mestres!

Usemos materiais lúdicos, concretos e pedagógicos para mexer com a cabeça da moçada enquanto eles ainda não dominam o pensamento formal.

Ou matemo-nos todos num ritual coletivo.
(No way, baby!)



Defendo jogos de tabuleiro. Só aprendi mesmo geografia com WAR, aos 17 anos.

Se essa teoria do Piaget estiver mesmo certa (e Deus queira que esteja, porque usei um tempo precioso da minha vida lendo o livro), a desacomodação dos seus estados cognitivos e a reequilibração com os novos conhecimentos há de funcionar.

Deixemos de lado a idéia de que os jogos, os materiais lúdicos e o material dourado são só pra aula de educação física em dia de chuva. Ou de que servem apenas como apoio e reforço pedagógico.

Por que não podemos fazê-los compreender o conteúdo com o material pedagógico concreto e só depois passar ao ensino formal do que já foi compreendido?

Por quê?! Por quê?!

Uso a seguinte máxima como filosofia docente:

Ou a História tem que ser útil, ou tem que ser divertida.

Se não conseguir desenvolver algo que seja significativo na vida deles, pelo menos que seja uma aula menos traumática.

Pra eles e pra mim.
Principalmente pra mim.

17 de fevereiro de 2011

Propostas de melhoria para a educação brasileira - II

Seguindo com a série de propostas, desta vez começamos a avaliar os problemas do outro lado da balança. Entramos em uma questão pontual dentro do corpo de professores de qualquer escola.

Que é pontual, mas é estrutural. Mas não é. Ou é...

2 - O PERFIL PSICOLÓGICO

Todo mundo - exceto os multimilionários, os ganhadores da mega-sena e os parentes de políticos - fez, ou vai fazer algum dia, uma entrevista de emprego. Aliás, algumas várias entrevistas de emprego. E em todas elas, vai ouvir falar sobre o tal do perfil. Não há nenhuma empresa que se preste que não procure o tipo certo de profissional para cada função.


Entretanto, na escola isso não acontece (e eu falava sobre empresas que prestam). O professor é contratado e atirado na primeira turma que surge uma vaga. O resultado? professores jovens e descolados dão aula pra 5ª série, velhos ranzinzas e disciplinadores estão no 3º ano e os mais depressivos são jogados na 7ª.

Se cada escola fizesse um perfil psicológico de cada professor, poderiam colocar o profissional adequado em cada tipo de turma. Com isso, não apenas o ensino melhora como o próprio sentimento dos professores também, uma vez que o seu estilo vai se encaixar perfeitamente com a turma - adeus aos velhos conflitos onde um não entende o outro. A partir da necessidade da turma, se escolhe o profissional adequado.

Até os mais ortodoxos encontrariam seu nicho.

3 de fevereiro de 2011

Propostas de melhoria para a educação brasileira - I

Discutindo com colegas de curso e de profissão, falávamos sobre as necessidades de melhoras nas instituições educacionais brasileiras. Era mais uma de tantas longas noites de estudo na faculdade.

Onde as mentes mais brilhantes têm as melhores ideias.

Ao final, resumi minha opinião em três propostas. Todos os colegas aos quais as apresentei concordaram com cada uma delas. Separei cada proposta em um artigo, que serão publicandos ao longo do mês.

1 - O FIM DA 5ª SÉRIE

Pergunte para qualquer professor quais a turmas mais difíceis de se ensinar. 15 em cada 10 respostas será "a 5ª série" (metade irá citar DUAS turmas do mesmo ano). A explicação é simples: dentro do processo de desenvolvimento humano, a idade correspondente à 5ª (entre 10 e 12 anos) é justamente a mais complicada dentro da relação adulto x criança. Há um constante choque entre docentes e discentes, coisa que ocorre com muito menos frequência na 4ª e na 6ª.

Então, porquê não dar um ano de férias para a criançada? Deixe que brinquem, que se sujem, que joguem bola ou videogame. Mas não pensem que quero apenas "me livrar" das crianças. Pelo contrário. Minha tese também engloba o outro lado da questão: como os alunos se beneficiam com esse ano tão polêmico? É muito mais produtivo que elas gastem toda a energia em brincadeiras saudáveis, que com certeza irão contribuir muito mais com seu desenvolvimento como cidadãos honrados.


Eu não tenho nenhuma recordação de quando fiz a 5ª série, exceto de ter sido transferido de uma das melhores escolas da cidade para uma das piores. De fato, tenho absoluta certeza que não aprendi absolutamente nada durante o ano letivo. Em compensação, lembro vivamente do que vivi no ano seguinte, e mais ainda da 4ª série. Até porquê foi o ano em que ganhei minha primeira camisa de futebol.

Estudei na 4ª série em mil novecentos e Nildo.

A 5ª série é um buraco negro dentro do sistema educacional.