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21 de dezembro de 2010

Fatos do dia: Acessos ao blog

Pois então.

Vinha eu, de longa data, me questionando sobre os acessos ao blog.
Já é final do ano e o contador de visitas registra pelo menos 300 acessos, alguns de fora do Brasil.

Intriguei-me.
Será que os professores de outros países também estão sofrendo?!
Será que a fama do meu blog já tomou proporções mundiais?

Infelizmente, não, caríssimo leitor.

Descobri que ele foi incluído como "sugestão de acesso durante a espera" junto a blogs de história pelo site PINGY (que suponho ser de downloads). Qual foi o critério usado? Não sei. Mas da próxima vez que você estiver fazendo downloads, entre nos sites sugeridos e tenha uma experiência inesquecível.



Tenho certeza que os caras da Croácia nunca esquecerão meus conselhos!

5 de novembro de 2010

Fatos do dia: faltar aulas



Quando aluna, eu adorava faltar aulas. Especialmente numa sexta-feira.

Não sei o que me deu. Hoje precisei faltar ao trabalho na escola para tratar de negócios com mais retorno financeiro (um professor também precisa se manter, uns trabalhinhos extras ajudam aos que, vivendo num país de terceiro mundo, não vêem a sua profissão de educador ser reconhecida...ou suficientemente remunerada). Como é tenso se afastar da escola num dia em que você deveria estar lá, dando aula. E isso que, em função do meu compromisso ser apenas no meio da manhã, pude dormir pelo menos duas horas a mais do que num dia normal.

Confesso que eu não sei como os outros profs fazem. Eles parecem-me anormalmente tranquilos e irritantemente despreocupados quando precisam fazer isso. Deixei tudo planejado, mandei as instruções passo-a-passo para a administração da escola e guardei os materiais necessários no meu armário um dia antes. Acordei com a monitora, de manhã, me ligando, porque a coordenadora não havia chegado, a secretária tampouco e ela não tinha acesso ao email. Expliquei brevemente o que ela deveria fazer e desliguei. Inútil, não consegui dormir mais. Fiquei preocupada.

Enquanto estava tratando de negócios em outra cidade (nada ilegal ou imoral, juro) pensava o tempo todo na escola. Será que eles fizeram a chamada? Será que alguém faltou? Será que os filmes e documentários que eu deixei funcionaram certinho no dvd? Será que eles gostaram? Será que entenderam? Será que eles fizeram um motim, recusarem-se a ver os filmes e incendiaram o colégio?

Pedi um feedback pra coordenadora, de tarde, e ela me disse que foi tudo bem. E nada mais. Nenhum detalhe, nenhum aviso, nenhum recadinho carinhoso de aluno dizendo que sentiu minha falta.

Agora preciso planejar e preparar a próxima aula deles e nem sequer sei como foi a última.

Professor deve ser o único profissional que passa por esses dramas psico-social-metodológicos quando tem que trabalhar. E gosta.

29 de outubro de 2010

Fatos do Dia



Hoje, assim como todos os dias, acordei quando os raios do sol ainda nem sequer emitiam calor e pensei "não vou trabalhar".

Me acontece todos os dias. Principalmente nas manhãs pós-insônia.
Meu sonho (e o dos alunos) é poder trabalhar numa escola de horário norte-americano: das 9h às 15h, com pausinha pro almoço e sesta (a sesta é por minha conta, acho que o sistema norte-americano não a adota).

Enquanto não rola, discuto mentalmente comigo mesma de manhã e argumento de todas as maneiras.
No fim, eu sempre levanto da cama.